DIY é mais do que estimular o cérebro, é também uma forma de ser contra o sistema corporativo/industrial e também monetarista.
Podemos trocar experiências, conhecimentos e até mesmo o produto final.

Na construção a coisa é sem mimimi e momomo, o papo é rústico e reto! :oD

Sai da cidade grande em nome de um dia a dia mais salubre e para construir minha casa com uma boa oficina, e nela poder fazer minhas estrapizongas mais livremente, o resto é história...

segunda-feira, 16 de março de 2015

Lâmpadas de LED, trocar ou não, eis a questão.

As lâmpadas de LED estão baixando de preço e diferentemente das econômicas fluorescentes, elas podem valer a pena.
O preço internacional de uma lâmpada de LED E27 (o soquete de rosca que utilizamos) de 9W situa-se entre US$ 2 ou US$ 3 (fev/2015). Aqui no "crato" (que me perdoem os habitantes da cidade) ainda está um pouco caro.

Lâmpada LED "tradicional" E27 com dissipador em alumínio.
Seu ângulo de iluminação (dispersão da luza) de 180 graus aproximadamente
favorece seu uso em luminárias de teto.

Apenas para pontuar: com dados em mãos (sem 'achismos' e discursos anedóticos) é fácil afirmar que não é porque no Brasil se tem muita carga tributária, já que em outros países democráticos ocidentais a carga é similar, e ainda que inferior, não justifica a diferença, portanto, sobra a tradicional avareza exploratória do empresariado local.

Lâmpada de LED "espiga" também E27 com maior ângulo de iluminação,
em torno de 210 graus. Melhor uso em luminárias para jardim por exemplo.

Nesse preço ainda não estão embutidos custos ambietais, já que isso é ainda uma discussão entre os economistas e requer um certo grau de estudos ainda.
O fato é que elas são mais complexas de reciclar que as incandescentes, ainda que bem menos nocivas que as fluorescentes.

Lâmpada de LED que substitui as fluorescentes tubulares
(deve-se retirar o reator e refazer a instalação da luminária se quiser aproveitá-la.


As tais tabelas de conversão de potência são meio "nas coxas" (aquele discurso de "uma lâmpada de LED de 7W equivale a uma incandescente de 60W) já que são feitas de maneira aproximada sobre a quantidade de lúmens que uma lâmpada fornece e não leva em conta o ângulo de dispersão e outras variáveis, ou seja, pode ser uma maneira reducionista deliberada de fazer com que o preço de uma lâmpada de LED esteja mais próximo de uma incandescente.

A despeito da teoria que não convém me estender, eu acho que irei fazer um teste com um luxímetro e colocar os ensaios aqui.

A durabilidade também é algo que devemos pensar.
Os dispositivos semicondutores (como é o caso do LED, light-emitting diode), em tese, não deveriam ter durabilidade limitada (teoricamente poderiam durar até infinitamente), onde por "limitada" nos situamos no âmbito de uma vida humana, portanto, deveria ser uma geração ao menos, ou seja, algo por volta de 30 anos (quem não viu aquele rádio antigo funcionando até hoje sem nunca ter dado um defeito?).

Se duram menos, lamentavelmente é devido ao nossos empreendedores espertos que se valem da obsolescência programada para que seus acionistas possa trocar de jatinho.

Enfim, resumindo, eu creio que é possível que valha a pena a troca das incandescentes (e até as fluorescentes por questões ambientais e de qualidade), porém deve-se verificar muito bem os preços (acho que não se deve aceitar pagar mais do que R$ 12 ou R$ 13 numa lâmpada de LED de 9W - sem estudo adequado, porém, com boa base de intuição devido ao meu conhecimento teórico e prático em eletrônica) e o uso, além de avaliar a durabilidade de um determinado fabricante antes de adotá-las por completo em sua casa.